Em 13 de agosto de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Orfeu, presos dois suspeitos em Imperatriz (MA) e um em Lucas do Rio Verde (MT). O grupo é investigado por usar indevidamente o nome do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) pra aplicar golpes via Pix — com vítimas identificadas no Distrito Federal e em outros estados.
Como o golpe funcionava
Os criminosos criaram uma falsa campanha humanitária, se passando pelo Unicef. Convenciam as vítimas a fazer Pix alegando que o dinheiro seria destinado à proteção de crianças em situação de vulnerabilidade — quando na real, tudo ia direto pra conta da organização criminosa.
É o mesmo molde de golpe usado com nomes de ONGs, campanhas de desastre natural ou "vaquinhas" depois de tragédias: usar uma causa que gera empatia imediata pra baixar a guarda de quem recebe o pedido.
Os crimes apurados
- Estelionato eletrônico
- Associação criminosa
- Falsidade ideológica
- Uso de documento falso
Juntas, as penas podem passar de 21 anos de reclusão, além de multa.
Como reconhecer esse tipo de golpe
- Desconfie de pedido de Pix "urgente" pra causa social. Instituições sérias como o Unicef não arrecadam por Pix pessoal solto em redes sociais — elas têm canais oficiais de doação, com CNPJ e comprovante fiscal.
- Verifique o nome do recebedor no comprovante antes de confirmar. Se o app mostra um nome de pessoa física onde deveria aparecer uma instituição, pare.
- Busque a campanha no site oficial da instituição antes de doar — não confie só no que aparece no post ou mensagem que chegou até você.
- Desconfie de pressa. Golpe que funciona é golpe que não te dá tempo de pensar.
Como isso se conecta com quem vende ou recebe Pix pela LunarPay
Se você usa a LunarPay pra receber pagamentos de verdade — de produto, curso, assinatura — vale usar essa notícia como lembrete pros seus próprios clientes: deixe claro, no seu checkout, o nome que vai aparecer no Pix e o que exatamente está sendo cobrado. Transparência no recebimento é o que separa um negócio sério de qualquer coisa que se pareça com golpe aos olhos de quem paga.
Fonte: Correio Braziliense
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