Escolher a chave Pix parece detalhe burocrático, mas tem duas consequências reais: o que o comprador enxerga de você e a chance de o saque simplesmente não chegar. Os dois valem cinco minutos de atenção.
Os cinco tipos, e o que cada um expõe
- CPF. Todo mundo tem, difícil de errar de cabeça. Expõe seu documento em qualquer transferência.
- CNPJ. Para quem tem empresa. Mostra a razão social, não a pessoa física — melhor separação.
- E-mail. Fácil de ditar. Expõe o endereço, então use um de negócio, nunca o que recupera suas contas bancárias.
- Telefone. Prático, mas expõe seu número. Se for o mesmo do WhatsApp pessoal, você acabou de dar seu contato a cada comprador.
- Chave aleatória. Um código gerado pelo banco. Não revela documento, e-mail nem telefone. É a que menos expõe.
Vale lembrar: o nome do titular aparece em qualquer uma delas. A chave aleatória reduz a exposição, não elimina.
Qual usar para receber vendas
Se você tem CNPJ, use a chave do CNPJ. É a separação mais limpa entre pessoa e negócio.
Se você é pessoa física, a chave aleatória costuma ser a melhor escolha: cumpre a função sem entregar telefone ou e-mail junto.
Evite usar o telefone pessoal. É a que mais gera arrependimento — e trocar depois dá trabalho.
Os erros que travam o saque
Telefone sem DDD, ou com dígito faltando
Celular no Brasil tem 11 dígitos com o DDD — dois do DDD, o 9, e mais oito. Fixo tem 10. Cadastrar sem o DDD é motivo frequente de recusa.
Chave que não está registrada no banco
Ter um e-mail não significa que ele é sua chave Pix. A chave precisa ser cadastrada no seu banco primeiro. Sem esse registro, ela não existe para o Pix, por mais correta que pareça.
Chave de outra pessoa
Cadastrar a chave do cônjuge, do sócio ou de um parente é uma das piores ideias comuns. Além do problema fiscal — a receita entra no nome de outra pessoa —, qualquer disputa vira briga sobre dinheiro que está na conta alheia.
Um dígito trocado no CPF
Diferente de um e-mail digitado errado, que simplesmente não existe, um CPF com dígito trocado pode ser o CPF de outra pessoa. Se essa chave estiver ativa, a transferência vai para ela.
Chave apagada depois do cadastro
Se você exclui a chave no app do banco, ela deixa de funcionar na plataforma mesmo estando lá cadastrada. Ao trocar de banco ou reorganizar chaves, atualize também onde você recebe.
Conferência rápida antes de sacar
- A chave está cadastrada no seu banco, ativa, hoje?
- Ela é sua, no seu CPF ou CNPJ?
- Se for telefone, tem DDD e a quantidade certa de dígitos?
- O nome que aparece é o seu?
Um teste que vale a pena: mande um Pix de R$ 0,01 para a própria chave a partir de outra conta sua. Se cair, ela está funcionando.
Na LunarPay
Você cadastra a chave no painel e ela é usada nos saques. O sistema identifica automaticamente o tipo — CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou aleatória — a partir do que você digita, então dá para colar o número com pontuação ou não.
Antes de confirmar o saque, a tela mostra a chave de destino, o valor e a taxa. Confira a chave nesse momento: é o último ponto em que um erro de cadastro ainda pode ser corrigido sem dor de cabeça.
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